Tainá Moterani, Tatita por alcunha antiga. E Níniel por alter-ego e personagem modelo. Nasceu sob a lua de vinte e cinco de março, sob a influência do signo de Áries, há dezoito invernos. Foi tomada, desde a infância, por numerosos vícios e fantasias, que podem ser distinguidos com facilidade por bons observadores. Dentre as drogas, lícitas ou ilícitas, ingere apenas um bocado de álcool. Prefere adotar como ópio a imaginação. Acredita, principalmente, na sua própria capacidade (embora tenha se decepcionado consigo mesma algumas vezes), e se recusa a acreditar nessa realidade absurda que a cerca. É apaixonada por boa música. Para se perder, escolhe São Tomé das Letras, cidadezinha mágica do sul de Minas Gerais. Adora ganhar cafunés e abraços e massagens relaxantes. É amante da literatura. Preza coragem, determinação, cabelos compridos, piercings e tatuagens. Despreza arrogância,prepotência, alienação, pessoas que têm mais dinheiro do que personalidade e pessoas que optaram pela perfeição ao invés da autenticidade. Tem mania de estalar os dedos, inclusive os dos pés. E os joelhos. E o pescoço. Teme, acima de tudo, que sua ausência não seja notada depois de sua morte. E é tão distraída a ponto de prender a saia na calcinha quando sai do banheiro apressada. Procura sempre ter à mão lápis e papel, por que se considera mais eloqüente com a forma escrita. Não costuma fazer planos para o futuro, por que detesta ver suas expectativas frustradas. Dá muita importância aos amigos, por que aprendeu com Shakespeare que "os amigos são a família que nos permitiram escolher". E acredita que vontade é uma coisa que dá e passa, por isso acha melhor não perder tempo.

Arquivos:

"Prefiro não dizer por que vim parar aqui. Não por medo, nem por vergonha. É que meu passado não é necessariamente um filme, e sim um registro do que é meu. Não que você não se interessasse, porque sei que gostaria de saber. Eu sei que gostaria de saber do seu passado; mas ele está em sua memória, e não na minha, por todos os motivos certos".


Meu humor atual - i*Eu!

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Créditos:










Sexta-feira, Dezembro 23, 2005;

d-,-b >>> The Who

Cara, num acredito!!! Faz mais ou menos umas duas semanas que tô tentando acessar meu blog e já tinha achado que a globo.com tinha me expulsado do blogger pq não sou assinante e agora, fui tentar mais uma vez só por desencargo de consciência e deu certo!!! Vai entender... 'o.O
Bom, em resumo, estou morando em Minas de novo, não que isso me agrade, mas fazer o que?? Um dia eu consigo passar dessa fase de vai-volta... Morrendo muito de saudades... Acho que dessa vez foi pior voltar, pq deixei mais amigos, mais diversão, mais amor... Mas hj tô feliz, na verdade, tô em contagem regressiva, pq devo ir prá lá visitar a galera na quarta feira...
E ah... se de repente eu ficar mto tempo sem atualizar é pq o blogger tá tentando me expulsar de novo... mas aí dou um jeito de arrumar um blog novo e colocar o endereço nos comments... De qualquer maneira tá na hora de mudar td mesmo... Mesmo que eu continue no blogger.com, vou mudar temp., texto, tudo...
=**;

TAINÁ MOTERANI; às 16:43
--> Save me!

Sábado, Novembro 19, 2005;

do.ob >>> Lucy in the sky (versão da Aimee Mann)

Eeee já tou no Rio de novo!! [Atualizando da lan] Sem comentários... A melhor coisa de sair daqui é voltar pra cá depois!!!! =D
Muito, muito feliz de estar de volta, perto de todas as pessoas que amo pra caralho daqui... [Mãe (e família), eu te amo tb, mas sabe como é que é, vc que tá longe de mim, não sou eu que tô longe de vc!!!]


>>> Isso é Valderramas, gente!!!
E o meu gato desligadão, olhando pro canto da parede... rsrsrs Será que ele tava pensando em mim nessa hora???

=***
;

TAINÁ MOTERANI; às 17:05
--> Save me!

Terça-feira, Novembro 15, 2005;

do.ob >>> Eddie Vedder / You´ve got to Hide your Love Away...

"...
everywhere people stare
each and everyday
i can see them laugh at me
and i hear them say
hey, you´ve got to hide your love away
hey, you´ve got to hide your love away
how can i even try?
i can never win
hearing them seeing them
in the state i´m in
how could she say to me
"love will find a way"
gather ´round all you clowns
let me hear you say
hey, you´ve got to hide your love away
hey, you´ve got to hide your love away".


Me sentindo meio sozinha aqui, nesse estado monótono... é meio chato pensar que não sou feliz perto da minha família, principalmente pq isso faz parecer que não gosto deles, que há algo errado com eles, qdo na verdade eu só gostaria que eles notassem que sou uma pessoa mto diferente do que as que eles estão acostumados a ter por perto... Me sinto mal em perceber que pequenas coisas importantes pra mim fazem com que eles fiquem extremamente incomodados... gostar de dormir pouco, comer sozinha, passar uma tarde de sol quente e céu azul trancada no quarto lendo... ouvir rock antigo pulando e cantando igual à uma maluca, passar horas escrevendo sem querer que ninguém saiba o que é, ficar triste sem motivo aparente, não me preocupar em tirar o pijama - a não ser que pretenda sair de casa, beber alguma coisa alcoólica bem no meio da semana.... sei lá o que mais. Então uma das coisas das quais eu sempre passei muito tempo a desejar era que eles simplesmente se acostumassem... e me deixassem em paz. Eu não queria que eles se preocupassem em fazer com que eu estivesse sempre feliz e radiante nem nada não, só queria ser deixada em paz. Mas agora todas as coisas mudaram e talvez seja um tanto quanto difícil pra eles, pq agora eles conseguem me deixar em paz, mas depois de tudo o que eu vivi nos últimos meses no Rio, depois de toda a confusão de sentimentos fortes, depois de tanta emoção de amizades únicas, depois de todo o barulho dos bares, points e bancos de praça, a paz que eu tanto almejei aqui me parece pálida e sem graça, frente às cores e movimento da minha vida no Rio. E se esse fosse o único tópico e se analizar, tudo estaria bem, eu não teria dúvidas em relação ao Rio. O que pega é que infelizmente todos estão cobrando uma coisa que mais cedo ou mais tarde ia ter que acontecer: tenho que crescer. Preciso de um emprego, um salário gordo, um carro, um curso superior... Tenho que me manter, ser independente, me garantir finenceiramente, ter estrutura! Palavras repetidas mais de mil vezes na minha cabeça. Trazidas para a realidade de gdes oportunidades que surgem aqui, em Minas, o lugar que eu não escolhi. Então, mais uma vez, estou no fim da linha: ou me jogo e rezo pra que não haja chão, ou tomo uma decisão sensata e volto atrás. [Odeio a palavra sensatez.]
E pensar que eu ficaria feliz em poder simplesmente ser livre...

d-.-b >>> Aimee Mann e Michael Penn / Two of Us

Por baixo dos panos <<<
Pensando mto em ti, Beto. Adorei o q vc escreveu, essa foi a música q tu fez no domigo?? Mto foda!! Morrendo de vontade se sentar no teu colo e conversar horas e horas... E te dar um monte de bjos e carinhos e tudo mais... Tô contando os minutos pra quinta feira, não aguento mais! Saudades do teu cheiro, do teu cabelo enroscando no meu piercing....Tudo tudo...
Monte de bjos, meu amor!!
^.^'

du.ub >>> Rufus Wainwright / Across the Universe



>> E pra quem quiser ouvir essas versões maravilhosas de Beatles que eu tô ouvindo hj, aí vai:
Trilha do filme I am Sam
(e se o link não funcionar, tá na Radio Uol)

"Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world.
Nothing's gonna change my world,
Nothing's gonna change my world".;

TAINÁ MOTERANI; às 03:09
--> Save me!

Sexta-feira, Novembro 11, 2005;

do.ob >>> Janis Joplin, Try

É, eu finalmente sucumbi ao terrível orkut. Já tinham tentado fazer um pra mim, mas tava tudo errado. Daí hj eu consertei e peguei algumas comunidades. Fazer o quê, todo mundo tá lá.

Tou em Minas, na casa da mamãe. Tive que vir pra uma reunião de família. Minah bisavó está fazendo 89 aninhos hj. Foda, né? Quase um século inteiro.

E tou com saudades do Beto já. Aliás, tem mó tempão que não escrevo nada aqui e o povo deve estar emio perdido: muita coisa aconteceu nesses últimos meses. Voltei a trabalhar, saí de novo, terminei com meu namorado, voltei, terminamos de comum acordo pouco tempo depois e agora tou de namorado novo. Tenho saído bastante, lido muito, me divertido à vera.
É engraçado como qdo está tudo bem e vc está feliz se tem tão pouco a se dizer. Me lembro de qdo eu estava chateada e deprimida e escrevia mil textos imensos aqui. Mas, anyway, estou mto bem e então acho que isso é que conta.

E vou tentar atualizar antes de voltar pro Rio.
;

TAINÁ MOTERANI; às 16:54
--> Save me!

Domingo, Agosto 28, 2005;

d-,-b >>> Listening: Ligth My Fire -The Doors



>> Da série: [ Minha Família Discute a Relação Nos Comentários do Meu Blog ]

Vcs notaram que estranho?? Do nada meu melhor amigo resolveu me dar esporro por causa da minha inércia empregatícia e minha mãe, que quase nunca lê isso aqui, resolveu fazer declarações lindinhas de amor incondicional.... Eu mereço!!!...

...

E pq estou numa porra dum bloqueio criativo do caralho, vou colocar mais uma fotinha pra vcs e foda-se...



>> Da esquerda pra direita: Leal, Di, Bê e Eu


-**;

TAINÁ MOTERANI; às 11:18
--> Save me!

Sexta-feira, Agosto 19, 2005;

d-.-b >>> Listening: Cd novo do Zeca Baleiro [Baladas do Asfalto e Outros Blues]




Desculpem o sumiço, mas sabem como é: o dever me chama. Tenho andado muito ocupada, me esforçando para não faltar a nenhuma das apresentações da banda do meu cunhadinho, Rafael. Eles estão começando a se apresentar agora, e eu acompanho a banda desdo os primeiros ensaios, entaõ é aquilo, [não basta ser fã, tem que participar] .... ^.^'

E tenho dividido minhas atenções entre vovó e namorado e amigos e vizinhas.... humpf!!! Quero um emprego!!! É meio f*udido ficar sem trabalhar e ter que dar um jeito de não morrer de tádio passando todo o tempo em casa... E nem posso mais ficar torrando os poucos trocados que caem na s minhas mãos em lanhouses, se não vou falir...

Mas tudo bem, acho que vou sobreviver.... ó.ò

Fotinhas de um dos shows, confiram:






=**;

TAINÁ MOTERANI; às 12:55
--> Save me!

Quinta-feira, Julho 14, 2005;

d-.-b >>> Listening: Azulejo, Zeca Baleiro

"Era uma bela era uma tarde o casario
Era o cenário de um poema de Gullar
Tão de repente ela sumiu numa viela
Eu no sobrado e uma sombra
Em seu lugar

Cada azulejo da cidade ainda recorda
E cada corda onde tanjo a minha dor
No alaúde da saudade no velho banjo
No bandolim chorando
O fim do nosso amor

A primavera benvirá depois do inverno
A flora em festa nos trará outro verão
Eu fecho a casa dou adeus
Ao gelo eterno
Vou viver de brisa arder em brasa
No calor do Maranhão"





>> Eu e minha mãezinha perdidas na noite do Rio...
(eu já tava com um baita sono)

É, minha mãe veio me visitar. Não deu pra fazer grandes coisas, nem pra levá-la nos melhores lugares, mas valeu à pena. Isso aí foi no Casa Velha, um bar muito louco que é perto de casa. Já tou morrendo de saudades dela, ela é muito especial.

=**

;

TAINÁ MOTERANI; às 12:51
--> Save me!

Sexta-feira, Julho 08, 2005;



d-.-b >>> listening: uma musiquinha pop que tá ticando na lan house... =p

É, galera, tou sem computador, sem emprego e provavelmente vou ficar sem namorado tb, num futuro breve. As coisas não estão muito fáceis... Mas sabe que, mesmo assim, acho que eu tou feliz??? É incrível como estou conseguindo me sentir segura e tranquila, masmo passando por situações que são consideradas não agradáveis, dentro do padrão social.
Tudo vai bem, mas eu só tenho nove minutos pra ficar aqui e então acho que eu nem vou postar mais nada...



Aproveitem as fotos, são do adorado site da Viona.

Beijos, vou tentar voltar amanhã. =D

P.S.: Alguém sabe da Bel?? PqTem mó tempão que eu não consigo acessar o blog dela... =(

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TAINÁ MOTERANI; às 15:42
--> Save me!

Sábado, Junho 04, 2005;


do.Ob >>> Listening: Fazendo o que o diabo gosta (Raul Seixas)

"Um anjo embriagado num disco voador jurou que o nosso amor era pecado
mas a história mostra que a gente agrada a deus fazendo o que o diabo gosta!"




Inicrível como algumas coisas que a gente sente parecem nunca ter fim. Você acorda, num belo dia de céu azul, e nem desconfia que em algumas horas vai conhcer o cara que te fará suspirar peloresto da vida. Isso dá medo, e você demora anos para aceitar que mesmo que você não saiba porquê, ele é exatamente o que você temia: alguém que você não vai conseguir esquecer, por mais que tente. E quando você finalmente aceita esse fato, o medo triplica, mas a vontade de que as coisas aconteçam também, e então você começa a pensar que talvez devesse se arriscar. Você leva meses arquitetando, planejando e imaginando onde, o quando e o que fazer, e quando você acredita que finalmente está pronta, algo dá errado e toda a sua segurança cai por terra.
Então você abaixa a cabeça e toca a sua vida de uma maneira conformista e incompleta, e quando as coisas parecem estar indo bem e você já está conseguindo se ajustar... ele cruza o seu caminho e abala os seus alicerces outra vez. E você fica assim completamente dividida, exatamente como eu estava a alguns dias atrás.
Mas a diferença aparece quando você enxerga que é quem está realmente ao seu lado que importa, quem realmente se dispõe a certos sacrifícios por você, quem te assume enão some de você.
É isso aí. Resolvi que minha vida começa agora e que se foda o final feliz, o que interessa é o momento presente!!!




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TAINÁ MOTERANI; às 12:40
--> Save me!

Domingo, Maio 22, 2005;

d-,-b >>> Meu amor meu bem me ame

meu amor meu bem sacie mate / minha fome de vampiro senão eu piro / viro hare-krishna hare hare hare / não me desampare ou eu desespero / meu amor meu bem me espere até que o motor pare / até que marte nos separe /meu amor ele é demais nunca de menos / ele não precisa de camisa-de-vênus / ouça o que eu vou dizer meu bem me ouça /o que ele precisa é de uma camisa-de-força / você é a minha cura se é que alguém tem cura / você quer que eu cometa uma loucura / se você me quer cometa


Lembro-me como se fosse há oito bilhões de anos. Eu era uma célula
recém-chegada do fundo do miasma e ainda deslumbrado com a vida agitada da
superfície, e você era de lá, um ser superficial, vivida, viciada em amônia, linda,
linda. Nós dois queríamos e não sabíamos o quê. Namoramos um milhão de
anos sem saber o que fazer, aquela ânsia. Deve haver mais do que isto, amar
não deve ser só roçar as membranas. Você dizia "Eu deixo, eu deixo", e eu dizia
"O quê? O quê?", até que um dia. Um dia minhas enzimas tocaram as suas e
você gemeu, meu amor, "Assim, assim!". E você sugou meu aminoácido, meu
amor. Assim, assim. E de repente éramos uma só célula. Dois núcleos numa só
membrana até que a morte nos separasse. Tínhamos inventado o sexo e vimos
que era bom. E de repente todos à nossa volta estavam nos imitando, nunca
uma coisa pegou tanto. Crescemos, multiplicamo-nos e o mar borbulhava. O
desejo era fogo e lava e o nosso amor transbordava. Aquela ânsia. Mais, mais,
assim, assim. Você não se contentava em ser célula. Uma zona erógena era
pouco. Queria fazer tudo, tudo. Virou
ameba. Depois peixe e depois réptil, meu amor, e eu atrás. Crocodilo, elefante,
borboleta, centopéia, sapo e de repente, diante dos meus olhos, mulher. Assim,
assim! Deus é luxúria, Deus é a ânsia. Depois de bilhões de anos Ele acertara a
fórmula. "É isso!", gritei. "Não mexe em mais nada!"
¿ Quem sabe mais um seio?
¿ Não! Dois está perfeito.
¿ Quem sabe o sexo na cabeça?
¿ Não! Longe da cabeça. Quanto mais longe melhor! Linda, linda. Mas
algo estava errado. Não foi como antes.
¿ Foi bom?
¿ Foi.
¿ Qual é o problema?
¿ Não tem problema nenhum.
¿ Eu sinto que você está diferente.
¿ Bobagem sua. Só um pouco de dor de cabeça.
¿ No caldo primordial você não era assim.
¿ A gente muda, né? Nós não somos mais amebas.
E vimos que era complicado. Nunca reparáramos na nossa nudez e de
repente não se falava em outra coisa. Você cobriu seu corpo com folhas e eu
construí várias civilizações para esconder o meu. "Eu deixo, eu deixo ¿ mas não
aqui." Não agora. Não na frente das crianças. Não numa segunda-feira! Só
depois de casar. E o meu presente? Depois você não me respeita mais. Você vai
contar para os outros. Eu não sou dessas. Só se você usar um quepe da
Gestapo. Você não me quer, você quer é reafirmar sua necessidade neurótica de
dominação machista, e ainda por cima usando as minhas ligas pretas. O quê?
Não faz nem três anos que mamãe morreu! Está bem, mas sem o chicote. Eu
disse que não queria o sexo na cabeça, Senhor!
¿ Nós somos como frutas, minha flor.
¿ Vem com essa...
¿ A fruta, entende? Não é o objetivo da árvore. Uma laranjeira não é
uma árvore que dá laranjas. Uma laranjeira é uma árvore que só existe para
produzir outras árvores iguais a ela. Ela é apenas um veículo da sua própria
semente, como nós somos a embalagem da vida. Entende? A fruta é um
estratagema da árvore para proteger a semente. A fruta é uma etapa, não é o
fim. Eu te amo, eu te amo. A própria fruta, se soubesse a importância que nós
lhe damos, enrubesceria como uma maçã na sua modéstia. Deixa eu só
desengatar o sutiã. A fruta não é nada. O importante é a semente. E a ânsia, é o
ácido, é o que nos traz de pé neste sofá. Digo, nesta vida. Deixa, deixa. A flor,
minha fruta, é um truque da planta para atrair a abelha. A própria planta é um
artifício da semente para se recriar. A própria semente é apenas a representação
externa daquilo que me trouxe à tona, lembra? A semente da semente, chega
pra cá um pouquinho. Linda, linda. Pense em mim como uma laranja. Eu só
existo para cumprir o destino da semente da semente da minha semente. Eu
estou apenas cumprindo ordens. Você não está me negando. Você está
negando os desígnios do Universo. Deixa.
¿ Está bem. Mas só tem uma coisa.
¿ O quê?
¿ Eu não estou tomando pílula.
¿ Então nada feito.
Mais, mais. Um dia chegaríamos a uma zona erógena além do Sol. Como
o pólen, meu amor, no espaço. Roçaríamos nossas membranas de fibra de
vidro, capacete a capacete, e nossos tubos de oxigênio se enroscariam e
veríamos que era difícil. Eu manipularia a sua bateria seca e você gemeria como
um besouro eletrônico. Asssssiiiim. Asssssiiiiim.
Um dia estaríamos velhos. Sexo, só na cabeça. As abelhas andariam a pé, nada
se recriaria, as frutas secariam. Eu afundaria na memória, de volta às origens do
mundo. (O mar tem um deserto no fundo.) Uma casca morta de semente, por
nada, por nada. Mas foi bom, não foi?

Luís Fernando Veríssimo - Sexo na cabeça


Bom, não é o texto mais romântico que já leram pra mim numa manhã de domingo chuvoso após uma noite de sábado literalmente foda, mas tem o seu significado...
É, e eu estou em sérios apuros provocados pela promiscuidade... Talvez minha não-capacidade de me prender a regrinhas chatas de relacionamentos normais acabe por espatifar mais um coraçãozinho inocente...
É, crise de consciência pós-grande-besteira-de-sábado-à-noite. Mas não me condenem! Daqui a pouco eu melhoro da crise de consciência e repito a besteira... O = D Fazer o quê? Tenho de admitir que foi muito bom!!

Nada, tô brincando!! Eu vou consertar isso, mas o que tá me deixando decabelo em pé e que alguém vai ficar sem final feliz...



E chega de sentimentalismos! Pô, apreciem pelo menos o texto do Veríssimo que é muito bom...

Tem flogs novos no pedaço!! São da minha prima Lígia, conheçam-na, se quiserem. Vale à pena...
Link 217 e Guitar Girl

Bjos e saudades... Qualquer dia eu comento nos blogs da galera, que já tá dando saudades, né??

;

TAINÁ MOTERANI; às 12:35
--> Save me!

Terça-feira, Maio 03, 2005;

d-.-b >>>> Listening: Dezembros, Zeca Baleiro

Bloqueio criativo. Sem nada, nenhuma ideiazinha mesmo... A Microlins está sugando toda a minha eloqüência.

(...)

E tou precisando ganhar um livro. Quem quiser deixar uma pobre menininha viciada em literatura feliz, eu agradeço. Pode ser esse aí, ó:



Ou então "Ensaio sobre a cegueira", do Saramago, eu tb aceito. =]

Beijos e agradecimentos e desculpas a todos que perderam seu tempo vindo até aqui hj, pq não tem nadinha de interessante mesmo, nesse post. E de quebra ainda tem pedido cara- de- pau. ^.^' Fazer o quê, né? Quem não arrisca....
;

TAINÁ MOTERANI; às 17:52
--> Save me!

Quarta-feira, Abril 27, 2005;

Primeiro dia no emprego novo!!! Êêêêê!!!

Pois é... agora sou uma orientadora vocacional da Microlins, dou suporte às pessoas que se interessam pelos cursos oferecidos e faço as matrículas. É, nada mal, pra uma semana de Rio de Janeiro...
E nem tenho nada mais interessante pra dizer, minha vida está normal, agora. Eu estou feliz. E as coisas estão acontecendo.

Espero que todas as mudaças/ escolhas/ doideiras que eu faça na vida sejam tão bem- sucedidas quanto essa que passou. Me sentindo muito, mas muito bem mesmo!!!

- Beijos e boa noite para todos, que eu preciso tra- ba- lhar.
- ...
- É, eu trabalho até as dez da noite.
- ...
- Que foi??
- ...
- Pô, nada no mundo é 100% perfeito, né???
;

TAINÁ MOTERANI; às 20:19
--> Save me!

Quinta-feira, Abril 14, 2005;

d^.^b >> "Balada de Agosto", Raimundo Fagner e Zeca Baleiro.

"Tanto orgulho que não meço
O remorso das palavras
Que não digo"




Suicídio

Dentro da vidinha medíocre
que nos atinge
- um dia de sol,
outro de chuva -
é o que aflige.
"As pequenas alegrias estão aí,
todos os dias" - dizia Cecília
Mas quem é que tem alegrias
(mesmo que pequenas)
tendo que conviver
oprimida
com a família?
No rosto dos velhos
se estampa a decepção:
os sonhos da mocidade morrem
(são vãos, se vão)
Nostalgias contínuas
de sonhos perdidos
Literatura inverossímil
livros carcomidos
- pelo tempo.
Sempre o tempo está lá
disposto a nos roubar.
Problemas, promessas
coisas pra pagar...
Os sonhos fugidios?
prazer doentio em se auto-flagelar.
E a consciência (bandida)
sempre a me cutucar:
Não seria continuar a viver
semelhante a se matar??

(...)

É, eu escrevi isso aí. Já faz uns dois anos. E fiquei chocada ao perceber que ainda sinto a mesma coisa. A diferença está apenas no fato de que naquela época eu acreditava mesmo nessa hipótese. E admito que cheguei bem perto algumas vezes. Eu acreditava, com todas as forças, que apenas isso me libertaria. Agora eu sei que não é bem assim. Eu descobri um outro tipo de libertação, pra mim. Talvez não seja uma libertação tão completa, mas é a maneira que eu tenho de conciliar as coisas. E é por isso que eu vou pegar a estrada, mais uma vez. Eu sei, perfeitamente, que fugir dos problemas não é a melhor solução para muitas coisas. Mas é a minha solução, a que escolhi pra mim, e pra mim é única. Viver de novo, em outro lugar. Fingir que nada aconteceu antes do momento em que piso naquele chão pela primeira vez. E ter mais fé na possibilidade das coisas darem certo. Por que ainda não morri. Cheguei perto, só. Mas "o que não te mata somente aumenta a tua fé".

(...)

d-.-b >> Azulejo, Raimundo Fagner e Zeca Baleiro

"A primavera nem virá depois do inverno
A flora em festa nos trará outro verão
Eu fecho a casa do adeus ao gelo eterno
Vou viver de brisa, arder em brasa no calor do Maranhão"


(...)

Pois é... Tou chegando ao Rio no sábado de manhã. Eu queria que fosse amanhã, mas minha mãe me pediu mais um dia, e eu acho que ela merece, entaum... Mas o importante é que estou saindo desse lugar. Finalmente. Só espero conseguir minha vida de volta, que nem me lembro onde foi que a perdi... ;

TAINÁ MOTERANI; às 20:00
--> Save me!

Quarta-feira, Abril 13, 2005;

d0.0b - Ouvindo o álbum "Líricas", do Zeca Baleiro. Eu não sabia mesmo que era tão bom...

E falando de boa música, ouçam o novo álbum do Garbage, Bleed Like Me, aqui. A dica é da Sugar, que ficou penalizada diante do meu esforço para conseguir ouvir algo no site super carregado da mtv, enquando ela tinha acabado de assistir ao show ao vivo, lá nos States... u.u'

Super contraditória, eu, né? Vcs devem estar se perguntando como é que uma pessoa pode chegar quase a um orgasmo ouvindo baladas do Zeca Baleiro e depois se comover tremendamente com o rock do Garbage... Mas é, sou mesmo assim. É Legião com Pink Floyd, Raulzito com as trilhas do Patrick Doyle, Zeca Baleiro com Garbage... Isso só p/ vcs terem uma idéia, quem me ouve cantarolando por aí é que conhece as minhas inconstâncias musicais... =)
Mas não façam isso em casa, crianças, vcs podem acabar pegando um cd de pagode sem querer e ninguém sabe o que é que essas drogas causam ao cérebro...



>> E preciso de calma... falta só um pouquinho agora!...

(...)

Um bjo pra Bel, que não consegui entrar no blog dela, então não pude retribuir o comentário... (É, foi lá no blog dela que eu achei a Viona sim!!) =D

E Di, te amo, irmãozinho, bjo pra ti!!

=**;

TAINÁ MOTERANI; às 15:21
--> Save me!

Segunda-feira, Abril 11, 2005;

d-.-b >> "Ainda é cedo amor / Mal começastes a conhecer a vida / Já anuncias a hora da partida / Sem saber mesmo o rumo que iras tomar // Preste atenção querida / Embora eu saiba que estás resolvida / Em cada esquina cai um pouco a tua vida / Em pouco tempo não serás mais o que és // Ouça-me bem amor / Preste atenção que o mundo é um moinho / Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos / Vai reduzir as ilusões à pó // Preste atenção querida / Em cada amor tu herdarás só o cinismo / Quando notares que estás à beira do abismo / Abismo que cavastes com teus pés".



É... o layout tá saindo! Ainda faltam algumas coisinhas, mas depois eu ajeito isso... e os créditos! A imagem do topo é do Viona-Art, um magnífico site de gothic art da Bélgica (acho)... E o trecho, como sempre, é de um texto do Adolfo, do blog Cardiotopia.
E por falar no Adolfo, vou postar hj um texto novo dele, que se encaixa mto bem nas distâncias da minha vida...

O Princípio da Saudade

Se em toda estação moram os sentimentos esquecidos, tremores de déja-vu nos pêlos arrepiados de sensitivos, eu sinto muito ao dizer que não os sinto, porque sou somente mais um na contra-mão, não embarcando para lugares distantes e escondidos, mas ficando parado na escadaria acenando com os dedos que sentem falta dos seus dedos suprimidos do contato com a minha mão.

Sou somente um menino que ama uma menina, uma história entre tantas outras que se alinham entre as chegadas e partidas de um domingo na estação, entre lenços encharcados e promessas na surdina, entre faróis acesos e urgências de carícias temendo o momento inevitável da separação.

Mas você é minha menina, e nessa hora da despedida é em nós dois que eu presto atenção, esquecendo todo coração partido que se estilhaça com um beijo pelo vidro ou com as marcas deixadas pelo toque entristecido dos dedos de uma mão.

Por isso eu lhe beijo como sempre, com os olhos fechados e em seu corpo rente, no ritmo suave de sua respiração, eu lhe beijo nunca urgente, mas como se existisse o mesmo tempo entre a gente que o de uma noite dividindo sonolentos o colchão.

Se eu lhe beijo em boa noite ao invés de desejar boa viagem, não é falta de tato meu, muito menos falta de vontade em dar o valor devido ao que aconteceu.

É que meu coração não entende o princípio da saudade, não reconhece a distância entre nossas cidades, meu coração simplesmente nada sabe além de ser a metade de um inteiro que nunca se rompeu.



=**;

TAINÁ MOTERANI; às 13:45
--> Save me!

Domingo, Abril 03, 2005;

Ai, credo, que saco!! Não consigo acertar no lay, dessa vez! Tá simplesmente horrível!! E eu não consigo fazer a coluna da esquerda ficar aqui em cima!!!
Humpf!... Se alguém quiser me dar um lay novo de presente de aniversário atrasado, eu aceito (e fico muito feliz!). Também aceitaria um curso particular de webdesigner.... =D;

TAINÁ MOTERANI; às 17:08
--> Save me!

Terça-feira, Março 29, 2005;

-> Vocês já foram ao paraíso???





São Tomé das Letras: palco do feriado perfeito!!! Apesar de todos os contratempos que tivemos de enfrentar, foram os dias mais loucos da minha vida....

Os meninos do rio vieram p/ cá e eu conheci um monte de caras legais em Três Corações e nós fomos p/ São Tomé de carro e o carro atolou e tivemos de acampar na estrada de sexta p/ sábado e no sábado conseguimos chegar em Saõ Tomé e era p/ ser ruim pq o eu meu namorado brigamos o tempo todo mas foi bom mesmo assim bebemos pingas deliciosas e depois fomos sentar nas pedras e conhecemos um pessoal de São Paulo que é dez e fomos p/ a pousada dormir e o povo do quarto da frente era muito doido e no domingo fomos embora e conhecemos duas meninas de Pouso Alegre muito legais e zoamos muito no ônibus e deposi perdemos o ônibus p/ Santa Rita e ficamos quatro horas na rodoviária esperando o próximo e tocando violão e pedindo dinheiro p/ poder comer pq já tinhamos torrado tudo e quandos conseguimos chegar na minha casa os meninos já tiveram que ir embora e tudo o que nós queríamos era fazer tudo de novo...

Ufa!... Aconteceu muito rápido, assim mesmo, meio sem vírgulas, de tirar o fôlego de qualquer um... Mas eu daria tudo p/ estar saindo de casa agora, p/ poder fazer tudo acontecer outra vez....

Beijos especiais para as pessoas que me conheceram nesse meio tempo e que fizeram com que eu tivesse dias tão felizes, mesmo sem saber o que eu era, de onde vinha ou o que é que eu estava querendo...
Gustavo, João, Cavalo, Glédson, Ana Cláudia, Careca, Rose, Heleny, Marina, Fernando, Hélida, Lisa, e todo mundo de quem não decorei os nomes, só tenho palavras p/ agradecer a vocês, muito mesmo.

E ao Di, ao Bê e ao Marquinho, eu nem tenho nada a dizer mesmo.... Só que estou esperando eles aqui outra vez, e que sejam sempre tão felizes quanto fizeram que eu fosse, nesses últimos dias....

=D ;

TAINÁ MOTERANI; às 23:19
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Sexta-feira, Março 18, 2005;

Tenho dado uma escapulida do mundo real e me escondido entre as linhas de João Ubaldo Ribeiro, no livro "Diário do Farol". Ainda não leu?? Então descubra porque a obra está entrando para a gaveta da minha mesinha de cabeceira:



"O único, e por isso mesmo, importantíssimo motivo para prosseguir na leitura deste relato é uma espécie de conscientização da loucura, entendida esta como a internalizaçao da ausência de sentido na vida, o que dana e salva ao mesmo tempo e é o único caminho não enganoso. A vida não tem sentido e não pretendo passar desta afirmaçãozinha tão mal-aplicada e detestavelmente usada. Não vou propor perguntas cediças sobre o que é a loucura, nem especular sobre ela, até porque já se disse tudo e de forma invariávelmente inútil. Mas, solitários por nascimento, natureza, sentimento e vida, estou seguro de que os indivíduos têm uma curiosidade básica sobre a confirmação secreta de sua sanidade. E, mais ainda, praticam interiormente todos os atos loucos, mesmo os que lhes são na superfície mais repugnantes, os de que nunca ouviram falar e os que nunca sequer imaginaram poder suceder. Como em casulos de dimensões às vezes modestas e às vezes espaçosas, procuram o pouquíssimo, o infinitesimalmente pouco que lhes é dado espreitar na alma do próximo, e se confrontam com sua própria natureza de assassinos, invejosos, devassos, traidores, egoístas, mentirosos, pusilânimes, canalhas, mesquinhos, hipócritas, adúlteros, santos neuróticos, antropófagos, parricidas, matricidas, infanticidas, estupradores, todos, todos, todos os que estão dentro dele mesmo. A maior parte se ilude, acreditando que não sentiria a emoção que levaria ao pensamento e deste à ação, mas não é verdade, porque cada um é tudo isso. Cada um de nós é isso, e se nos diferençamos na prática, devemos creditar ao acaso mais do que à deliberação, o fato de nos comportarmos externamente de maneira considerada aceitável ou até elogiável. E por isso insistem tanto em negar que estão sós e asim se transformam em fantoches de valores que lhes impuseram com indispensável violência, pois a realidade, qualquer que seja ela, da percebida à insuspeitada, da meramente física à social, não se subordina à ordem alguma, porque, assim como o Bem é o Mal, a ordem é a desordem, o caos a contradição, e o vácuo de valores inventados, como remédios patéticos, todos fáceis de violar e difíceis de defender, a não ser mentindo, reprimindo e transformando meros desejos em verdades."

"A solidão não tem nada a ver com a comunicação, esta sendo aprenas uma maneira de tentar enganar aquela."

"Supérfulo lembrar, mas lembro: não adianta querer. Querer não faz nenhuma diferença. Você quer ser, mas isso não afeta em nada o que de fato você será ou é, como indivíduo. Querer eu quereria, embora já tenha aprendido o bastante para não querer mais, e isso em nada afeta o que sou ou serei. Tanto você quanto eu somos obrigados a ser o que somos, no sentido mais profundo da expressão, e não podemos fazer nada quanto a isso."

"Todos, sem exceceção dos oligofrênicos e de outra forma de incapacitados, têm o potencial para ser felizes. Mas normas e valores arbitráriose absurdos acabam tomando por inteiro a sua mente, como uma erva- de- passarinho abafa e mata a rvore que infesta, ele não pode ser feliz, não se pode ser feliz violentando a si mesmo, como se impõe a todos."


E então?? O cara não é um gênio?? Se eu fosse você, pararia agora de vagabundear por aqui e iria correndo ler o resto. Por que sim, por mais cruel que a estória possa parecer, eu ainda prefiro me esconder entre as páginas de um bol livro do que me deparar, cara a cara, com essa nossa realidade absurda...
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TAINÁ MOTERANI; às 00:03
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Terça-feira, Março 08, 2005;



Não dá p/ acreditar!! Pronto, agora fodeu de vez!!
Já fazem duas horas que estou vagando por aí, procurando uma centelhazinha de idéia que me faça produzir um post útil e decente, que se abstivesse de lamentações e angústias e desabafos depressivamente egoístas!... Talvez tenha sido pedir demais, já que meus neurônios parecem acreditar que ganharam férias prêmium...
Tudo bem, tudo bem... acho que próximo post vai ser sobre algo útil e agradável de se ler, prometo me esforçar...
É que andei lendo meu blog e acho que tenho me mostrado excessivamente fútil e egocêntrica... Tá, eu não sou assim, é só um bloqueio criativo... =/

(...)

Ah, e o meu blog tá desconfigurado p/ todo mundo, ou é só o meu computador antiquado e temperamental que resolveu me deixar maluca de vez??

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TAINÁ MOTERANI; às 01:41
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Quarta-feira, Março 02, 2005;

d^.^b :

"Não fui eu nem deus, não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer, tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim...

Se ninguém tem culpa não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor foi solidão
Se um vai perder, outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar"...

- Zeca Baleiro -


Por que parece que tudo já está mudando... E eu estou com muito, muito medo de não encontrar as coisas do jeito que eu deixei. E o pior é essa grande sensação de impotência. A minha vida está acontecendo, e eu aqui, de pijamas, assistindo a Sessão da Tarde...

(...)

E essa insônia agora?! Meus pensamentos não me deixam dormir...
Não consigo desligar a minha mente nem por um segundo. >(

---

Do blog do Lestat:

"Eu quis querer o que o tempo não leva,
para que ele só levasse o que eu não queria.
Eu quis amar o que o tempo não muda,
para que quem eu amo não mudasse nunca..."

- Não tinha nome de autor...

"A gente sempre destrói aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra; os covardes destroem com um beijo, os valentes, destroem com a espada."

Oscar Wilde - Balada do cárcere de Reading


Impressionada sobre como versos podem se adaptar perfeitamente à sentimentos e acontecimentos completamente diferentes...

Ééé... e que tal ir e conferir o que a Tainá não roubou???

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Queria poder ter congelado o tempo no momento em que entrei no carro p/ vir embora, p/ poder ter a certeza de encontrar tudo bem quando for a hora de voltar... Mas me esqueci... Agora já é tarde. Só espero que as coisas não fiquem ruins demais...


-> Mêdu...

(...)


Ninguém tá entendendo nada, né?!? O.o'
Td bem, eu explico:

Desde sempre, acho, eu tenho um sério problema de aceitar a morte. Da primeira vez que me deparei com uma situação dessas, estava na quarta série. O defunto era o avô de uma das minhas melhores amiguinhas. Ela nem tava chorando muito, mas eu, metida como sempre, achei que tinha de dizer alguma coisa. Disse p/ ela não se preocupar, que era como se o avô dela tivesse se mudado p/ bem longe, e que um dia eles iam se reencontrar. E que era bom que demorasse um pouco, porque quando ela fosse ter com ele teria de deixar muitas pessoas queridas p/ trás e essas pessoas iam sentir tantas saudades dela como ela estava sentindo do avô, naquele momento. Então, que aproveitasse enquanto podia essas pessoas, que não deixavam de ser importantes. Eu me lembro muito bem de tudo o que disse. E eu só tinha oito anos... (é, oito anos e na quarta série, quê que tem??)
Depois disso, várias pessoas foram embora da minha vida, pessoas realmente importantes e pessoas que eu pensei que ainda estariam do meu lado por muito tempo. Eu nunca fui à nenhum enterro da minha família, principalmente pq ver as pessoas mortas faz com que deixemos de acreditar na possibilidade de estarem vivas, o que fura a minha "teoria da mudança". Acho que eu sempre acreditei nessa palavras.
E é estranho, por que agora minha vida se resume à elas. Uma grande mudança, p/ bem longe, p/ um lugar onde as pessoas que me amam não podem estar comigo, pelo menos por enquanto. É, tenho medo de que as minhas pessoinhas tão queridas acabem se confundindo e pensando que eu morri. E tenho medo de que elas não acreditem na possibilidade de um retorno meu. Odeio a sensação de ser esquecida, acima de tudo o que odeio. Uma frase me assusta mais do que tudo, agora: "o que os olhos não vêem, o coração não sente"... Me torno prisioneira dos meus próprios pensamentos. A quem encontrar o meu corpo, que saiba que fui muito torturada, até o fim...

Espero que tenha dado p/ entender, mais ou menos. Pra ser sincera, talvez nem eu mesma entenda muito bem...

E beijo, Di, boa noite...
Bons sonhos...
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TAINÁ MOTERANI; às 00:58
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Domingo, Fevereiro 27, 2005;



Ééé... cá estou eu, estagnada. Esgotada, resignada. E é estranho como todas as coisas que eu vejo/leio/ouço parecem me dizer que ninguém deve desistir daquilo que deseja, que os sonhos são as coisas mais importantes na vida de uma pessoa e que eu devia ser forte e não desistir nunca do que eu quero... Mas eu confesso que nunca pensei que seria tão difícil fazer com que os meus pais compreendessem... Eles simplesmente continuam se opondo fervorosamente à minha decisão de voltar ao Rio. Sim, por que a decisão já está tomada, não importa quanto tempo demore p/ que eu consiga fazê-la acontecer. Mas talvez eu tenha que me contentar em viver resignada por mais algum tempo... Talvez eu acabe fazendo uma faculdade aqui em Minas agora, e tente uma pós graduação legal ou alguma coisa assim no Rio, quanto a minha independência financeira já estiver mais sólida e assegurada por um curso superior, como costuma dizer o meu pai. Estou dependendo de oportunidades agora. Se surgir uma oportunidade boa no Rio, dentro dos próximos meses, eu encaro, agarro com todas as forças. Mas se não surgir... paciência. Não faço pactos com a desgraça. Ando pensando em fazer Jornalismo numa faculdade particular daqui de Pouso Alegre (cidade vizinha de onde eu moro), ou então tentar Ouro Preto (UFOP) no meio do ano. Talvez Engenharia de Produção. Não sei... Tenho de admitir que estou completamente perdida, se tiver que continuar aqui agora... Sem falar que quase morro de saudades de tudo (e de todos) que deixei p/ trás.
Mas... tudo vai acabar bem...
Eu acho...



(...)



Humpf!! Quem dera que eu realmente tivesse essa visão otimista daí de cima... A verdade é que eu acho que não vai durar muito tempo, essa história de aceitar a decisão dos meus pais... Estou suportando tudo, os detalhes mais sórdidos que já me cansei de esplanar, desde os tempos do Blitzirieg, com uma camada de gelo que tem me conservado viva (ou morta, acho que não faz tanta diferença), mas isso tem um limite, o gelo derrete, mesmo que a uma velocidade imperceptível. São cada vez mais frequentes os meus rompantes de irritação e as minhas manifestações depressivas. Estou caindo naquela velha vidinha de marionete revoltada outra vez, como no início do ano passado. Até que eu me enfureça e resolva arrebentar as cordinhas, acabar com o gelo. Daí vai começar tudo de novo...

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TAINÁ MOTERANI; às 21:58
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Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005;

Bom, sem ter muito o que escrever... Ainda estou em Minas, passei os últimos dias viajando e ando meio incomunicável... A internet daqui da casa dos meus pais é pré-histórica, daquelas que desanimam a gente só de pensar em mudar de página...
Por isso não tenho comentado. Ando com saudades das minhas peregrinações pelos blogs do povo, mas não devo demorar muito p/ voltar à antiga forma. Não acredito que ainda consiga viajar p/ o Rio no Carnaval, é praticamente impossível encontrar uma passagem. Sem falar que passar sete horas de viagem em rodovias movimentadas e em pleno carnaval?? É o cúmulo do stress, né? Mas sem grilo que depois da folia eu volto de vez. (Acho) Céus, como têm sido difícil tomar essa decisão!!! Mas eu ainda penso que vou sobreviver... ^.^`
Bejinho especial p/ o Di, que tem me ajudado a pensar um pouquinho mais em mim e a enxergar as coisas...
E se o meu querido amoreco aparecesse por aqui, gostaria que ele soubesse que mais de quatrcentos quilômetros de distância não mudaram em nada os meus sentimentos. E o meu comprometimento tb. =]
Te amo, meu rei. Muito.
E obrigada a todos que tem aparecido sempre por aqui, seus comentários/conselhos têm me feito muito bem! Uma vez que não tenho conseguido me concentrar em nada, não sei o que seria de mim sem algumas palavrinhas que tenho lido aqui e que têm me ajudado a enxergar um caminho...
=**;

TAINÁ MOTERANI; às 00:14
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Quinta-feira, Janeiro 27, 2005;

AAaii que merda que eu fui fazer.... Tipo, sem comentários!! Só fazem três dias que estou em casa e é incrível como o meu nível de stress já está alto, como já estou aborrecida e de saco cheio de tudo e sem ânimo sequer para sair da cama... Decepção, decepção, decepção!!! As coisas já começaram a dar errado desde à viagem, quando meu pai descobriu que seu cartão de crédito tinha sido bloqueado sabe-se lá por que e EU tive de emprestar dinheiro p/ pôr gasolina... Entenderam?? Eu paguei por uma viagem que sequer desejei fazer!!! E o pior, o cartão dele já foi desbloqueado, acho que no dia seguinte até, parece que foi algum engano, sei lá, e eu pergunto: eu tive meu dinheiro de volta??? Não, é claro que não!! Onde é que já se viu, Tainá?? Onde é que está o seu senso de cooperação com a equipe? E a família?? Afinal de contas, a viagem só foi feita com o objetivo de ir me buscar, se não fosse por mim... Mas quando foi mesmo que eu pedi p/ me buscarem??? Ah, é... tinha esquecido que esses detalhezinhos não importam... E o emprego fantástico?? É a maior furada: não tem salário fixo, tenho de andar p/ caramba, tenho que aguentar clientezinhos chatos, tenho que passar tudo diretamente p/ o meu pai. Não posso nem sequer entrar em contato com a empresa, por enquanto... =/ E a república? A liberdade? A política de boa-vizinhança que garantiria uma convivência civilizada??? Eu não sei... Só sei que não vi nem sinal disso tudo por aqui ainda... Phoda, né??
Me pergunto quando é que eu vou aprender que meu pai é um daqueles vendedores bem espertinhos, que só querem saber de vender o peixe deles, mesmo que seja podre. Ora, o trabalho dele é convencer a "vítima", né?? E eu fui muito ingênua de acreditar que alguma coisa poderia ter mudado...
No mais, provavelmente estarei de volta ao Rio dentro de algumas semanas... Espero que minha vida feliz ainda esteja me esperando por lá... ;

TAINÁ MOTERANI; às 00:59
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Sexta-feira, Janeiro 21, 2005;

d^.^b - Uma musiquinha melódica de Jethro Taal (é assim que escreve?!)

Indo embora do escritório...
Tipo que eu nem escrevi nada sobre isso, meio que por que queria fingir que era mentira. Mas vou embora amnhã, vou voltar p/ Minas acorrentada pelos meus pais, contra a minha vontade, deixando p/ trás tudo o que eu construí nesses quatro meses maravilhosos. Isso é fato.
Eu estou muito, mas muito preocupada com esse tipo de atitude em mim, detesto tomar decisões por "livre e espontânea pressão" e quem me conhece sabe o porque. Na maioria das vezes as consequências são catastróficas...
Mas o que me ajuda à ensaiar um sorriso é o fato de estar saindo mas deixando a porta aberta. Eu explico: eu vou, inicialmente, por duas semanas. Meu pai tem duas semanas p/ fazer acontecer tudo o que ele prometeu (ele me arrumou um emprego na companhia em que ele trabalha, com perspectivas de um salário bem gordo e a promessa de um carro em dois meses). E também pq não quero me sentir responsável por uma série de pequenos detalhes problemáticos, tipo, a doença da minha vó e o colégio do meu irmão (aliás, eu nem disse que meu irmão passou na ETE, com ótima colocação, e agora fai fazer eletrônica) e a depressão/carência crônicas da minha mãe. Mas me consola o fato de saber que se eu me arrepender, tenho cerca de duas semanas p/ voltar atrás.
Então, é bom avisar que se eu demorar um pouquinho p/ voltar a aparecer é pq fiquei meio incomunicável por lá, nem sei se meu irmão tá com internet ou algo assim.

Adeus, por ora, Sr Rio de Janeiro.
Muito obrigada por tudo.
E desculpe qualquer coisa...
^.^'

Aproveito p/ deixar um beijo p/ algumas pessoinhas especiais, que tornaram meus dias mais produtivos, minhas noites mais divertidas, minhas alegrias mais coloridas e minhas tristezas mais suportáveis.
Di, Vó, Escova, Bê, Mariko, Marcela, Natasha, Leal, Marco, Patrick, Léo, Diego, Rick, Gisa, Ide, Luane, Juju, Andressa, Bárbara, Zeni, Tias e Primos. Arilson, Jean, Ricardo, Cláudio, Daniel, e mais um monte de gente que conviveu comigo, mesmo que telefônicamente, por todo esse tempo.
Deixo beijos e levo saudades, por que p/ mim foi muito bom e muito importante mesmo dividir a minha vida com vocês por esse breve espaço de tempo.
Não se esqueçam que "os amigos são a família que nos permitiram escolher". Eu não me esqueço disso nunca.




Música Ambiente

Se um dia fores embora
Te amarei bem mais do que esta hora
Me lembrarei de tudo que eu não disse
E de quando havia tudo que existe
Quando choramos abraçados
E caminhamos lado a lado
Por favor amor me acredite
Não há palavras para explicar o que eu sinto
Mesmo que tenhamos planejado
Um caminho diferente
Tenho mais do que eu preciso
Estar contigo é o bastante
Certas coisas de todo dia
Nos trazem a alegria
De caminhamos juntos lado a lado por amor
E quando eu for embora
Não, não chore por mim.

Renato Russo.
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TAINÁ MOTERANI; às 13:46
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Sexta-feira, Janeiro 14, 2005;



É. Tenho que admitir... acho que finalmente aprendi...
Esse post é só p/ registrar que estou com medo, muito medo.
Medo de cair. Por que tá muito alto agora...
Mas ao mesmo tempo, vem uma sensação de que cair, se machucar, morrer...
Nada disso é importante. Qualquer que for o preço, é um sentimento que vale à pena.
Principalmente pq sei que é totalmente recíproco.
E pra sempre.
Nada, nada vai me parar agora.


" Pros erros, há perdão. Pros fracassos, chance. Pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando. Por que embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu." - Luis Fernando Veríssimo

Ééé... eu estou feliz. Isso me assusta, sim. Mas agente vai passar por isso juntos.



-> Eu adoro isso, amoreco...
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TAINÁ MOTERANI; às 17:57
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